A ECJ tornou-se exigência prática em diversos contextos pós-Brumadinho, como medida de mitigação adicional para barragens com potencial dano associado. O projeto exige tratamento simultâneo de hidráulica de fluxo de rejeito, geotecnia de fundação e topografia, sob premissas claras quanto ao cenário de ruptura considerado.
A base do dimensionamento é a análise de Dam Break da estrutura principal, com modelagem do escoamento de rejeito a jusante, alturas máximas, velocidades e volumes acumulados. A definição do cenário de projeto da ECJ (parcial, total, instantâneo) decorre dessa análise e das diretrizes regulatórias e corporativas aplicáveis.
O projeto trata da geometria da ECJ (altura, largura de crista, taludes), tipologia (barragem em terra, enrocamento, gabião, muro), sistema extravasor (para drenagem natural), tratamento da fundação e instrumentação. Considera ainda interfaces com acessos operacionais, monitoramento e plano de manutenção.
A ECJ não substitui o atendimento aos critérios de segurança da barragem principal. É camada adicional de defesa, e o projeto deve deixar claro o escopo de retenção esperado, as premissas adotadas e os limites de operação.
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