A carta geotécnica integra informações geológicas, geomorfológicas, pedológicas, hidrogeológicas e geotécnicas em representação cartográfica orientada à tomada de decisão sobre uso do solo. É instrumento clássico em planejamento territorial e tem aplicações específicas em mineração (planejamento de mina, áreas para infraestrutura) e energia (escolha de sítios para parques solares, eólicos e linhas de transmissão).
A escala depende da finalidade. Cartas em escala municipal (1:25.000 ou menor) servem ao planejamento territorial e diretrizes urbanísticas. Cartas em escala de detalhe (1:5.000 ou menor) servem ao projeto de empreendimentos específicos. A ALTA define a escala e o nível de detalhamento conforme o uso pretendido.
O produto identifica áreas favoráveis à ocupação ou ao uso pretendido, áreas com restrições (técnicas, ambientais, regulatórias), áreas de risco (deslizamentos, inundação, erosão, subsidência) e diretrizes para investigações complementares quando aplicável.
Em energia, a carta orienta a seleção de sítios para parques eólicos (geotecnia de fundação compatível, acessos viáveis), parques solares (terreno, drenagem) e traçado de linhas de transmissão (estabilidade de encostas, áreas com solos problemáticos).
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