Diferente da carta geotécnica — que integra informações em escala de planejamento — o mapeamento geológico-geotécnico de detalhe descreve, em campo, as feições relevantes para o projeto: tipos de rocha, estruturas, descontinuidades, alteração, alterabilidade, presença de água, solos residuais e transportados, e estruturas geomorfológicas associadas.
Em geotecnia de mineração, o mapeamento é base para classificação de maciços rochosos (RMR, Q, GSI) e para definição de parâmetros de projeto de taludes de cava e pilhas. Em obras lineares, identifica zonas críticas para cortes, túneis e fundações. Em energia, suporta a definição de fundações de aerogeradores, subestações e barragens.
A coleta em campo é estruturada com cuidado para gerar dado utilizável: descrição padronizada, georreferenciamento, registro fotográfico, dados de orientação de descontinuidades, classificação rápida de maciços. O dado bruto vira mapa, perfil e parâmetro de projeto.
A integração com outras fontes de dados — sondagens, ensaios geofísicos, imagens — fortalece a interpretação. O mapeamento puro raramente é suficiente; a sua integração com investigação complementar é o que entrega valor para o projeto.
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